Há cidades que se visitam. Vitória, eu a contemplo. Em cada igreja, em cada fachada, em cada pedra, encontro vestígios de uma história que insiste em permanecer viva. Fotografá-la é um gesto de cuidado, um compromisso com a memória é um ato de amor pela cidade que me inspira.
Esta série fotográfica retrata o olhar de uma apaixonada pela cidade de Vitória. Movida pelo interesse pela História, História da Arte e Arquitetura, busco, por meio da fotografia, registrar e valorizar os patrimônios religiosos, culturais e históricos que compõem a identidade da nossa capital.
Cada imagem é um convite à contemplação de sua arquitetura, de suas memórias e das histórias que atravessam gerações. Mais do que documentar espaços, estas fotografias expressam o profundo respeito e apreço que sinto por esse patrimônio, na esperança de que essas preciosidades históricas não sejam apagadas pelo tempo, mas preservadas como parte da nossa memória coletiva.
Fotografar é impedir que a memória se renda ao esquecimento.





Sobre Bianca Jahel
Minha relação com a fotografia começou muito antes de eu segurar uma câmera. Herdada do meu pai e da minha avó, ela nasceu entre filmes fotográficos, câmeras Kodak e Yashica, paisagens registradas em viagens e álbuns que preservavam os momentos mais simples da vida em família. A espera pela revelação das fotografias fazia parte do encanto, e foi nesse universo que descobri que uma imagem é capaz de guardar memórias, afetos e histórias que o tempo jamais apaga.
Hoje, a fotografia acompanha meu caminho como professora de Educação Física e como forma de expressão. Utilizo a câmera e o celular para registrar a infância, os pequenos gestos e a beleza que habita o cotidiano. Integrante do grupo Cliques, sigo cultivando o olhar que herdei daqueles que me ensinaram que fotografar é, acima de tudo, um ato de memória, sensibilidade e gratidão. Em cada imagem, busco transformar instantes simples em lembranças eternas.
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